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O que temos a aprender com isso
Joanisval Gonçalves é doutor em Relações Internacionais e consultor em segurança e inteligência.
No dia 22 de julho de 2011, a Noruega parou. No centro de Oslo, a capital do país nórdico, um gigantesca explosão. Fumaça. Vidros quebrados. Gritos. Pessoas correndo desesperadas sem ter aonde ir. Sangue. Lágrimas. O impacto foi sentido a centenas de metros. Prédios tremeram e o barulho foi ouvido a mais de um quilômetro do local da explosão. E, pela primeira vez em sua história, a Noruega sofria um ataque terrorista.
Sim, um atentado foi realizado contra um prédio público, no centro de Oslo. Logo as autoridades reagiram: isolaram o local, socorreram os feridos, resgataram corpos. E, em plena sexta-feira de verão, as ruas da maior cidade norueguesa ficaram vazias. As instruções eram para que a população ficasse em casa. Bares, restaurantes e lojas comerciais fechados. O Parlamento, o Palácio Real e outros edifícios públicos cercados por soldados fortemente armados. A última vez que os noruegueses tinham visto isso foi durante a Segunda Guerra Mundial, quando o país foi invadido pelos alemães.
Para piorar a coisa, nos arredores de Oslo, um homem armado saiu atirando contra pessoas que descansavam em uma área de veraneio, matando várias. Logo esse crime foi associado ao atentado do centro. Foi um dia muito triste para a Noruega, um dia que jamais será esquecido.
Diante desses acontecimentos em um país tão distante e pouco conhecido da maioria dos brasileiros, fica a pergunta: e o que nós podemos aprender com isso? Muito, é a resposta.
Talvez a principal lição para o Brasil é que qualquer nação e qualquer povo pode ser alvo de ataques terroristas. O que ocorreu na Noruega revela que não existe país imune a esse fenômeno que atormenta a sociedade internacional no século 21. Não adianta se achar que por ser “abençoado por Deus e bonito por natureza” se estará seguro.
Outra lição importante: deve haver preparo por parte das autoridades públicas para enfrentar situação de semelhante envergadura. Isso não acontece do dia para a noite. Tem-se que investir em tecnologia, comprar equipamentos. Pessoas devem ser treinadas e a população orientada sobre como agir em caso de emergência. Investimentos devem ser feitos, portanto, em segurança, antiterrorismo, inteligência. E uma cultura de segurança, planejamento e inteligência deve ser fomentada.
O Brasil é, sim, um alvo em potencial. O País mostra-se cada vez mais atuante pelo mundo em áreas como a economia e a política. Quanto mais influente, mais atenção se atrai para si. Além disso, sediaremos grandes eventos: a Conferência Rio 20 (2012), a Copa das Confederações (2013), a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos (2016), para citar os mais importantes. Ainda que não fôssemos alvo, receberemos delegações de países que o são.
Fica a pergunta: estamos preparados? Devemos refletir sobre tema tão importante. Diante do terrorismo, a falta de preparo leva ao desastre, à dor, ao sofrimento e a uma mancha na imagem de um país que custa a ser esquecida. Será que teremos que aguardar que aconteça algo em nosso território para reagirmos? Será que vamos ter que esperar por um dia que não poderemos esquecer?
Fonte: www.itamaraty.gov.br, 25/07/2011
USO DA INTERNET E DO CELULAR NO NEGÓCIO
Francisco José Fonseca de Medeiros
No livro de Michael Porter denominado, o magistral Competição, ele afirma que: "A prosperidade de um país é criada, não herdada. Ela não deriva das riquezas naturais, do número de trabalhadores ou do valor da moeda. A competitividade de um país depende da capacidade de suas empresas de inovar. Ao fim, o sucesso resulta de um ambiente interno que seja dinâmico, desafiador e que mire o futuro."
As constantes variações no ambiente externo, normalmente, impõem mudanças na maneira de trabalhar das empresas. Elas precisam criar novas estratégias ou imitar as que estão dando certo. Assim, a preocupação atualmente deve estar voltada para a obtenção e manutenção de vantagens competitivas. É o que podemos ver com empresas que usam a Internet e o telefone celular para atrair ou reter clientes, gerando mais receita. No entanto, ainda existem empresas que não sabem explorar esses recursos como poderiam.
O alto índice de uso da Internet no Brasil, somado a variados tipos de celulares estão tornando o Brasil um local propício para a realização de novos negócios baseados nessa tecnologia. Segundo a mídia nacional, tem-se um novo acesso à Internet a cada dois segundos, e o país fechou 2010 com 33 milhões de acessos.
A quantidade é grande também na venda de computadores e no número de usuários: no ano passado foram vendidas 15 milhões de unidades, mais do que televisores, e chegue a todas as classes sociais e impulsione novos negócios.
Da mesma forma, o celular se tornou indispensável na vida das pessoas e em vez e só fazer e receber ligações ou enviar mensagens, agora funciona também como um computador, com acesso a Internet e contendo aplicativos.
Foi divulgado também, que no Brasil 53,6% dos entrevistados manifestaram ler atentamente as mensagens recebidas em seu celular. O principal transmissor é a operadora (78,7% dos casos), seguida por empresas de bens de consumo (13%) e outras empresas (8,8%). De acordo com os dados, 39% concordaram que a publicidade móvel pode influir na decisão de experimentar um produto, enquanto 36% discordaram.
Os bancos em geral têm disponibilizado em suas páginas na Internet diversas modalidades de serviços e produtos. O Banco do Brasil oferece autoatendimento pela Internet e pelo celular. A Caixa Econômica apresenta o Internet Banking CAIXA e afirma ser um canal certo para quem quer segurança e comodidade. Acessando o Internet Banking pelo computador, o cliente pode consultar saldo, extrato, paga suas contas e faz transferências, onde estiver. Também é permitido o acesso ao Internet Banking via celular.
Tal estratégia, para quem ainda não a usa, não visa mais a vantagem competitiva de diferenciação do negócio e sim buscar imitá-la para se atualizar e manter a fidelização do cliente.
Dessa forma, a exemplo do que fazem os principais bancos, como vimos, empresas poderiam disponibilizar em suas páginas serviços e produtos para os clientes com acesso pela Internet e pelo celular. Ao implantar um site, a empresa deve analisá-lo com os olhos do cliente e montar uma página com mais atratividade e conteúdo, com interatividade para que os usuários participem inclusive com ideias. O conteúdo deve ser definido, buscando-se colocar aquilo que o cliente precisa saber sobre a empresa e quais são as suas necessidades.
Tal procedimento facilita o acesso aos produtos oferecidos, cria vínculos com a marca da empresa e atinge, em melhores condições, o público-alvo de todos os níveis. Com uma maior proximidade com o cliente, com certeza a empresa descobrirá mais oportunidades de negócio, pois se constitui na melhor fonte de dados.
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*Francisco José Fonseca de Medeiros - (fjfmed@yahoo.com.br) é Analista de Inteligência Competitiva e Diretor da ABRAIC
"Se vis pacem, para bellum"
De Re Militari
Publius Flavius Vegetius Renatus